|
 |
Apreciar Melhor |
|
|
|
DE ORIGEM desconhecida, tal como a maioria das variedades nacionais, a casta Tinta Caiada estabelece-se hoje quase exclusivamente no Alentejo, encontrando-se maioritariamente nas vinhas velhas que ainda subsistem na região, domiciliando-se nas sub-regiões de Évora, Reguengos, Redondo, Granja-Amareleja e Vidigueira.
|
 |
|
|
DURANTE ANOS foi uma casta sub avaliada e desvalorizada, quase desconhecida, relegada para um papel secundário e trivial, confinada durante décadas a alimentar de forma incaracterística os lotes de Vinho do Porto branco indiferenciados que emanavam do vale do Douro.
|
 |
|
|
AFIRMA-SE como uma das castas mais plantadas no Douro, a terceira mais populosa, inserida no núcleo restrito das cinco castas recomendadas como essenciais e modelares da região. A sua distribuição geográfica é maioritariamente duriense, com manchas pouco significativas no Alentejo onde, em tempos, prometeu um futuro radioso.
|
 |
|
|
APESAR de permanecer intimamente associada à região do Vinho Verde, dando forma a muitos dos vinhos rosados da denominação, a variedade Espadeiro notabilizou-se igualmente em terras do sul, na diminuta e quase extinta denominação de Carcavelos, local onde se canonizou como uma das castas recomendadas, e mais usadas, na elaboração do eclético vinho generoso de Lisboa.
|
 |
|
|
É UMA das castas mais mal amadas da região do Vinho Verde, uma casta arrevesada, temperamental e tormentosa, conhecida coloquialmente como a representação extrema da acidez.
|
 |
|
|
EM PORTUGAL, a variedade convive alegremente sob dois apelidos, Tinta Roriz e Aragonês, o primeiro dos quais reservado para as regiões do Dão e Douro, sobrevivendo em Espanha sob muitos outros títulos, alternando de nome consoante as diferentes regiões e denominações.
|
 |
|
|
SERÁ, porventura, uma das castas mais mal amadas de Portugal, preterida e malquerida em quase todo o território, uma das que reúne maior consenso nacional sobre as suas limitações e dificuldades. Apesar de ainda hoje continuar a ocupar uma área proeminente no sul de Portugal, a casta Moreto encontra-se em franca regressão, condenada por gerações sucessivas de enólogos e viticultores.
|
 |
|
|
POUCOS a conhecem pelo nome de baptismo, Folgasão, nome nebuloso e de difícil memorização, apelido de uma casta de origem nortenha que se popularizou na ilha da Madeira sob o nome Terrantez, nome famoso e reconhecido na gíria popular.
|
 |
|
|
AS SUAS ORIGENS são desconhecidas e há mesmo quem reclame uma paternidade francesa, ora apontando o Pinot Noir ora a Grenache como castas progenitoras… mesmo quando as evidências ampelográficas se encarregam de não sustentar a tese.
|
 |
|
|
É UMA CASTA branca do Douro, maioritária no Douro Superior, sub-região onde reina nos encepamentos de forma despudorada. Por erro, foi em tempos associada com a casta alentejana e ribatejana Rabo de Ovelha, variedade com a qual morfologicamente não exterioriza qualquer semelhança.
|
 |
|
|
|
|