PAINEL DE PROVAS
O painel da blue Wine, ao qual compete provar e classificar os vinhos publicados mensalmente na revista, é constituído por quatro elementos e por um coordenador, Nuno Guedes Vaz Pires, que não provará, assegurando somente funções de coordenação e de logística. Sempre que necessário, compete-lhe exercer o voto de qualidade na tomada de decisões.
Membros do painel
São membros do painel: Célia Lourenço; Miguel Castro e Silva apenas nas provas temáticas); Raúl Riba D’Ave (que não provará
vinhos do Porto, por estar profissionalmente ligado ao sector); e Rui Falcão.
Prova de vinhos
As provas são efectuadas na Sala de Provas blue Wine, Rua Ferreira Borges, nº 64, Porto, assegurando-se as melhores condições para o efeito, nomeadamente no que se refere à temperatura da sala, humidade, iluminação e ausência de cheiros. O painel da blue Wine adoptará a ficha de provas e respectivos parâmetros de avaliação do Wine & Spirits Education Trust, instituição educacional britânica vocacionada para o sector do vinho e uma das mais conceituadas de todo o mundo.
■ Nas denominadas Provas Regulares
O painel provará todos os meses um grupo de vinhos, nomeadamente as novidades do mercado, procedendo individualmente à respectiva avaliação. A nota de prova correspondente a cada vinho será identificada através das iniciais do respectivo provador.
■ Nas Provas Temáticas
Todos os membros do painel provam os mesmos vinhos de acordo com um tema pré-definido. A nota de prova de cada vinho resultará de uma média aritmética das classificações atribuídas.
■ Nas Provas de Vinhos Estrangeiros
Ao contrário das demais, os membros do painel estarão adstritos a determinadas regiões e/ou países, a saber: Raúl Riba D’Ave aos vinhos do Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, África do Sul, Bordéus,
Vale de Loire, Borgonha e Toscânia; Rui Falcão aos vinhos da Áustria, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia, Alsácia, Rhône, Barolo, Barbaresco, Trentino, sul de Itália e leste europeu; Célia Lourenço aos vinhos de Espanha, Estados Unidos da América, Canadá, norte de África, Médio Oriente, Champagne e resto de França.
Excepcionalmente, e quando as provas resultarem de visitas a produtores (provas em casco e/ou em cuba), os vinhos não obterão uma pontuação final, sendo classificados com um intervalo ou margem de valores de 2 pontos. A avaliação final desse mesmo vinho só terá lugar após a respectiva introdução no mercado.
Copos
■ Copo para tintos: Riedel Wine Cabernet / Merlot
■ Copo para brancos: Riedel Wine Riesling
■ Copo para licorosos e colheitas tardias: Riedel Vinum Port
■ Copo para espumantes: Riedel Vinum Cuvée Prestige
Temperaturas
■ Brancos / Rosés - 11ºC
■ Tintos - 16ºC
■ Espumantes - 8ºC
■ Licorosos (Tawny) - 14ºC (Tawny)
■ Licorosos (Ruby e Vintage) - 16ºC
■ Colheitas tardias - 6ºC
Prova cega
As provas são sempre conduzidas sob a forma de “prova cega”, sendo organizadas por temas, castas, denominação de origem, preço, novidades, tipos, etc. Daqui decorre que todas as garrafas são previamente encapuzadas, sendo-lhes atribuídas um código para posterior identificação. Aos provadores é apenas revelado o tipo de vinho, a casta utilizada (somente no caso dos vinhos varietais), região de proveniência e ano de colheita; o preço não é tido em consideração.
Pontuações
Todos os vinhos que obtiverem uma pontuação igual ou inferior a 13 valores serão submetidos a nova prova (de pelo menos um membro do painel). Caso a pontuação resultante desta segunda prova seja inferior a 13 valores, tal facto é comunicado ao produtor e a nota respectiva não é publicada na revista. As pontuações de excelência (equivalentes ou superiores a 17,5 pontos, que correspondem à designação “vinho superior” e “vinho excelente”) serão sempre reconfirmadas pela prova de pelo menos um outro membro do painel. As notas e pontuações atribuídas são registadas imediatamente na base de dados da blue Wine antes de serem revelados aos membros do painel os vinhos em análise. Após a identificação dos vinhos, são permitidos comentários adicionais a uma nota de prova, por exemplo sobre a relação qualidade/preço, mas nunca alterando a pontuação previamente atribuída. De todos os vinhos provados e seleccionados para publicação, o painel escolhe mensalmente um conjunto de vinhos de acordo com os seguintes parâmetros:
■ Altamente Recomendado vinhos mais surpreendentes
■ Para Guardar vinhos com potencial de envelhecimento
■ Boa Compra vinhos de carácter equilibrado, com preço e distribuição acessíveis
Os preços indicados nas notas de prova serão os preços de venda recomendados pelo produtor.
Classificação
Na classificação dos vinhos submetidos ao painel de provas, a blue Wine optou pela escala de 0 a 20 valores, por ser aquela com que os portugueses estão tradicionalmente mais identificados.
■ 19 a 20: Excelente
■ 17 a 18,5: Superior
■ 15 a 16,5: Bom
■ 13 a 14,5: Médio
■ 0 a 12,5: Não classificado
AVALIAÇÃO DE RESTAURANTES
A blue Wine propõe-se efectuar mensalmente a avaliação do serviço de vinhos nos restaurantes portugueses, sem aviso prévio e sob anonimato, incidindo na qualidade da carta de vinhos (nome
completo do vinho, ano de colheita, tipo de vinho, regiões de origem e diversidade da oferta), no serviço prestado (designadamente no que se refere aos copos disponibilizados e às temperaturas dos vinhos e na existência de vinho a copo.
■ A classificação obedece a uma escala de 1 a 5 e não incide na componente gastronómica, pretendendo afirmar-se como uma crítica construtiva, estimulando um cada vez melhor serviço de vinhos nos restaurantes portugueses.
■ A classificação final resulta de uma média ponderada dos seguintes factores: carta de vinhos (20%); copos (25%); temperatura (25%); qualidade do serviço (10%); aconselhamento (10%); existência de vinho a copo (10%).
REGRAS DE REPRESENTAÇÃO
Todo e qualquer convite dirigido à revista blue Wine será entendido como tendo carácter editorial, pelo que está liminarmente excluída qualquer presença de elementos da equipa comercial. Só a Direcção da revista terá competência para decidir do interesse em publicar as reportagens que resultem de visitas ou dos convites referidos.