Há cinco mercados em observação

 
Fazer mais com menos recursos é o desafio que a ViniPortugal terá pela frente no próximo ano, dado que o orçamento para promoção externa será de 7,1 milhões de euros (menos quatro milhões do que em 2014). Suíça, Polónia, Coreia do Sul, Rússia e Moçambique são mercados sob observação, com realidades e perspetivas de evolução que serão partilhadas com os agentes económicos do setor no próximo dia 26 de novembro, na Curia (Bairrada), durante nova edição do fórum anual.

Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, antecipou estes dados à revista WINE - A Essência do Vinho à margem de um workshop realizado segunda-feira, no Porto, que reuniu especialistas norte-americanos e brasileiros para explicar o funcionamento e antecipar tendências nos mercados norte-americanos e brasileiro (esta terça-feira, o workshop está a ser replicado em Lisboa). O comportamento das exportações de vinhos portugueses para os Estados Unidos da América (EUA) traduz-se em dois dígitos. Os dados mais recentes da ViniPortugal, até agosto deste ano, indicam um crescimento de 14% em valor, justificado pelas ações promocionais que vão sendo realizadas naquele mercado e pela influência positiva no consumidor das elevadas pontuações que as revistas norte-americanas têm atribuído a vários vinhos portugueses.

Noutro importante mercado externo para os vinhos portugueses, o Brasil, até agosto regista-se um crescimento em valor de 9%. No mercado brasileiro, a exemplo do que está previsto acontecer nos EUA, a estratégia da ViniPortugal passará por manter as iniciativas de referência nas principais metrópoles (Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil; Nova Iorque, São Francisco, Chicago, Boston e Washington, nos EUA), mas estender a outras faixas territoriais a realização de eventos (Ribeirão Preto, Curitiba, Espírito Santo e Florianópolis, no Brasil; Dallas, Los Angeles, Seattle, Phoenix e Texas, nos EUA). “Em todos os mercados mantemos o que estamos a fazer, mas tentamos uma extensão territorial, fora das grandes metrópoles. O mesmo vai acontecer em Angola e na China, tentando que essa extensão territorial signifique maior proximidade com os importadores”, esclarece Jorge Monteiro.

JJS | WINE - A Essência do Vinho