Em Sintra

Durante dois dias, quase duas centenas de vinhos de mais de 20 produtores – portugueses e de paragens tão distintas como França, Itália, Hungria, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Chile e Califórnia – partilharam o mesmo espaço, uma sala do hotel Penha Longa Resort, em Sintra. “Direct Wine – De Portas Abertas” reuniu uma bela amostra do imenso mundo do vinho, num evento que acolheu cerca de 300 convidados (trade, profissionais da hotelaria e restauração, estudantes nacionais das formações WSET – Wine & Spirits Education Trust e imprensa especializada).

Na presença dos próprios produtores e de alguns representantes de marcas, os visitantes circulavam pela sala num frenesim de provas e diálogos interessantes, sobretudo no caso dos vinhos estrangeiros, menos divulgados em Portugal. Nessa matéria destacamos alguns exemplares: os irresistíveis Royal Tokaji (em particular o Birsalmás Single Vineyard 2003, 66,50€), um dos nomes mais conceituados dos colheita tardia da Hungria; Bastion de L´Oratoire Corton-Charlemagne Grand Cru 2008, um branco soberbo da Borgonha, 128€;  Wehlener Sonnenuhr Riesling 2006, 51€, bem ao estilo alemão, elaborado em Mozel por Pirjo Oksanen-Prüm; Stonewell Shiraz 2010, 55€, um portento australiano de Peter Lehmann; Monte Torto 2010, 49,70€, um curioso tinto italiano das castas Corvina e Rondinella; Château Lynch Bages 2006, 150€, um tinto do Médoc (Bordéus) que combina elegância com  taninos gigantes; e de novo a Borgonha, outra vez Bastion de L´Oratoire, agora com o Clos de Vougeot Grand Cru 2010, 209€, um Pinot Noir que sobretudo impressionou pelo final encantador.

Do lado português marcaram presença os vinhos da Casa do Valle (Vinhos Verdes), Casa Vila Nova (Vinhos Verdes), Quinta do Todão (Douro), Sílica (Raul Riba d´Ave, Douro), Morgado de Bucelas (Boas Quintas, Lisboa),Rubrica (Luis Duarte, Alentejo) e Madeira Wine Company (Vinho da Madeira).

De acordo com Raul Riba d’Ave, que lidera a distribuidora Direct Wine, “os produtores participantes ficaram positivamente impressionados com o nível de conhecimento dos portugueses”, mas esta é uma iniciativa “apenas para repetir dentro de dois a três anos”.

JJS | WINE – A Essência do Vinho