Aguardente apresenta-se sob três versões

Uma das poucas aguardentes vínicas existentes em Portugal chega ao mercado a partir do início de dezembro com imagem e versões renovadas. A Adega Velha, elaborada pela Aveleda, em Penafiel, passa a estar disponível nas versões Adega Velha 6 Anos (PVP: 25€, produção média anual estimada de 25.000 garrafas), Adega Velha 12 Anos (40€, 25.000 garrafas) e Adega Velha 30 Anos (100€, 200 garrafas). A chave, que simboliza o acesso à cave de envelhecimento da aguardente – a famosa Adega Velha, que precisamente dá nome ao produto, pela primeira vez lançado em 1971 – surge igualmente como ícone na rotulagem.

“Queremos assumir um investimento na comunicação e promoção das aguardentes, trabalhando-as sobretudo no mercado português. O produto será sempre de nicho, mas um nicho de prestígio. A ideia é aproximar o produto dos consumidores”, explicou Martim Guedes, administrador da Aveleda. A Adega Velha quer sublinhar o facto de ser uma aguardente da região dos Vinhos Verdes, uma aguardente vínica de qualidade que também seja capaz de atrair a curiosidade de novos públicos consumidores, igualmente mais jovens. O estudo de mercado elaborado pela Aveleda, que sustenta boa parte de todo o novo processo de comunicação e “restyling”, indica que a esmagadora maioria dos consumidores de aguardentes têm mais de 40 anos e apenas desvendam o produto após terem experimentado outras bebidas destiladas, como o whisky.

Em almoço realizado esta quarta-feira com Imprensa convidada na Quinta da Aveleda (assinado pelo chefe de cozinha Renato Cunha, do restaurante Ferrugem, Famalicão, que mais uma vez se mostrou em grande nível), Martim Guedes, o tio e ex-administrador-geral António Guedes e o enólogo Pedro Costa aproveitaram a ocasião para efetuar um ponto de situação sobre aquele que é um dos maiores “players” nacionais do vinho.

Em 2015, a Aveleda espera atingir um volume de negócios de 32 milhões de euros, um crescimento de 8% face ao ano anterior. Em volume estima-se uma produção de 17 milhões de garrafas, um aumento de 4% face a período homólogo. Neste momento, mais de 70% da produção é exportada. Estados Unidos e Alemanha são os dois principais mercados de destino, seguindo-se Canadá e França. O mercado português representa uma quota na ordem dos 30%.

Com vinhos das regiões demarcadas dos Vinhos Verdes, Bairrada e Douro, a Aveleda detém 220 hectares de vinhas próprias, trabalhando regularmente com perto de 3.000 viticultores. Nos Vinhos Verdes, além da aposta recente na plantação de Alvarinho (já com 50 hectares de vinha própria dessa variedade) prevê a plantação de 40 hectares da casta Loureiro, nos próximos dois anos.

Em matéria de enoturismo, o crescimento também tem sido acentuado. Desde o início do ano, a Quinta da Aveleda já rececionou 21.500 visitantes das mais diversas nacionalidades, uma curva crescente face aos 14.000 rececionados ao longo de todo o ano anterior.

JJS| WINE – A Essência do Vinho