Prova anual promovida pela distribuidora

A Heritage Wines, distribuidora portuguesa de vinhos “premium” e “super premium”, organizou a 6ª edição da “Descoberta dos Grandes Vinhos”, na Alfândega do Porto. No evento – reservado à imprensa especializada e a clientes – estiveram em grande destaque os champanhes Bollinger e Ayala, os espumantes Vértice e os vinhos Quinta do Crasto, Mouchão, Roda, Maison Louis Jadot, E. Guigal, Domaine Zind-Humbrecht, para além dos Vinhos do Porto Croft, Taylor's e Fonseca.

A Herdade do Mouchão aproveitou para apresentar em primeira mão o Tonel 3-4 2011, topo de gama dos tintos da casa, que na colheita em apreço promete ficar na história da marca, tanto assim que permitiu também a produção invulgar do Mouchão 2011 – o que significa que este ano de excelência proporcionou Alicante Boushet em quantidade e qualidade suficientes para ambos os desafios.

Também a Quinta do Crasto escolheu este evento para apresentar oficialmente o primeiro tawny velho produzido a partir de uma única colheita: o Quinta do Crasto Colheita 1997, que chegou ao mercado nacional com apenas 600 garrafas e custa à volta de 42€. Um Colheita que fica acima de todas as expetativas, enorme na complexidade e elegância, com um toque de vinagrinho e um prolongado fim de boca. 

Este evento assinalou ainda a estreia no portefólio da Heritage Wines do Domaine Zind-Humbrecht, da região francesa da Alsácia, que faz fronteira com a Alemanha, o que explica o predomínio de vinhos varietais feitos a partir das castas Pinot Gris, Gewurztraminer ou Riesling. No caso vertente foram apresentados três vinhos brancos da colheita 2013, todos no mercado a um preço que ronda os 34€ e cuja qualidade justifica amplamente os preços praticados. O Gewurztraminer é seguramente o mais superlativo destes três vinhos, com uma intensidade aromática que a boca não esconde, carregado de líchias e manga madura. O Riesling evidencia um nariz fortemente marcado por aromas químicos de petróleo e querosene, mas uma boca com intensa mineralidade, muito agradável e sedutora. Finalmente, o Pinot Gris do Domaine Zind-Humbrecht parece ser o mais conseguido, equilibrado e surpreendente destes três vinhos, um vinho com enorme estrutura, belo fim de boca e um nariz cativante que nos remete para os colheita tardia que a mesma casta proporciona na região alsaciana.

Neste evento em que também se provou o champanhe de James Bond – o Bollinger Special Cuvée que os portugueses podem adquirir por 55€, um, champanhe com predomínio de Pinot Noir e estágio em garrafa feito em garrafas magnum, um belíssimo champanhe – lá estava também o 2009 Bollinger Bond 007 Spectre, cuja garrafa surge envolvida numa sofisticada embalagem com alguns truques característicos dos filmes de James Bond: o interior está preparado para manter a garrafa fresca até duas horas e a textura exterior é alusiva ao cabo da pistola Walther PPK, a arma secreta do agente. Em Portugal estão disponíveis apenas 120 garrafas ao preço de 200€ cada.

Mas o “happy end” do evento anual da Heritage Wines celebra-se, como vem sendo habitual, com um grande Vinho do Porto, neste caso o Taylor’s Single Harvest 1967, um Colheita que justifica bem os 300€ que custa. Simplesmente sensacional na harmonia de aromas, sabores, estrutura, frescura e amplitude.

Em atividade desde 2008, a Heritage Wines tem mantido uma evolução positiva, sendo atualmente líder do segmento em que opera – premium e super premium (que representa cerca de 5 milhões de garrafas) – com uma quota de mercado superior a 20%.

Luís Costa | WINE – A Essência do Vinho