“Carvalhas Memories” chega ao mercado com um PVP de 2.750 euros 

A Real Companhia Velha está a celebrar os seus 260 anos de existência com o lançamento de um Vinho do Porto do séc. XIX datado de 1867, ano da abolição da pena de morte em Portugal. Deste “Carvalhas Memories” fizeram-se 260 garrafas, que chegam ao mercado com um PVP de 2.750 euros, uma por cada ano de existência da companhia fundada a 10 de Setembro de 1756 por alvará régio de D. José I com a missão de estabelecer a Região Demarcada do Douro – e por isso oficialmente designada Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.

O “Carvalhas Memories Old Tawny” é um vinho que sabe a tempo. Ao tempo que já passou desde 1867, quase 150 anos. Vinho complexo, surpreende pela frescura que resulta da acidez volátil, o chamado vinagrinho. A que não será estranho o facto de ter sido refrescado com uma pequena quantidade da colheita de 1900. A doçura intensa é temperada precisamente por essa acidez. E tudo envolto num manto se fumados, resina, cedro e especiarias, com predominância da canela, do cravinho, de pimenta rosa e de flor de anis. Com notas de frutos secos torrados, numa panóplia de avelã, amêndoa e pinhões. Um Porto que honra os pergaminhos de um vinho inigualável, situado num intervalo de pontuação entre 17 e 19 (mas que numa “prova cega” – que não foi o caso – justificaria seguramente uma classificação no patamar mais elevado daquele intervalo de pontuação).

A história deste Vinho do Porto remonta à vindima de 1867, há quase 150 anos, precisamente na Quinta das Carvalhas, uma das mais proeminentes propriedades do Alto Douro que se destaca na paisagem duriense, quase em frente à vila do Pinhão, pela sua beleza e espetacularidade. Trata-se de um vinho que então fazia parte dos “stocks” da firma Miguel de Sousa Guedes e que, mais tarde, em meados do século XX, passaria a integrar as caves da Real Companhia Velha.

Luís Costa | WINE - A Essência do Vinho