A partir da vindima de 2017, os vinhos da Fundação Eça de Queiroz, conhecidos como os vinhos de Tormes, serão explorados pela Lima Smith, a empresa que detém a Quinta de Covela, também na região dos Vinhos Verdes, e as durienses Quinta das Tecedeiras e Quinta da Boavista.

O acordo entra em vigor a partir da vindima deste ano e prevê que a direção enológica passe para Rui Cunha, que já havia colaborado com a Fundação. A ideia, a médio prazo, é conotar a vida e obra de Eça de Queiroz com os vinhos da Fundação, atualmente obtidos a partir de vinhas com uma área de 10 hectares, onde dominam as castas Avesso, Arinto, Alvarinho e Chardonnay. Vizinhos em Baião, a Fundação e a Covela prometem mais novidades.

“Esta colaboração é uma declaração de amor a Portugal e à cultura que partilhamos – portugueses e brasileiros. Trata-se de um apoio que a fundação merece e que estou muito contente de poder dar”, sublinha o empresário brasileiro Marcelo Lima, que em parceria com o britânico Anthony Smith gera a Lima Smith.

Uma das ideias de Marcelo Lima e da esposa, Beatriz Kopschitz Basto, é ainda criar uma associação de amigos da Fundação no Brasil, que patrocinará as atividades e ajudará – através de jantares, tertúlias e outros eventos culturais ligados à figura e à obra do Eça – a dinamizar a instituição.

Nuno Guedes Vaz Pires | Revista de Vinhos – A Essência do Vinho