O presidente do IVV – Instituto da Vinha e do Vinho, Frederico Falcão, desafiou o setor do vinho a estudar com maior profundidade o comportamento de castas autóctones portuguesas, por entre um lote total de 170 variedades que já deram mostras de verdadeiro potencial em diferentes regiões e climas do país.

Frederico Falcão reuniu recentemente em Lisboa, na sede do IVV, com vários produtores e representantes de instituições, num encontro onde apelou à criação de campos ampelográficos para estudo de castas, com uma dimensão que permita vinificar e perceber o potencial efetivo dessas variedades, vinificando os resultados obtidos e partilhando as experiências realizadas.

Sendo Portugal um dos países com maior diversidade genética de castas autóctones, Frederico Falcão acredita ser esse um fator distintivo e competitivo dos vinhos portugueses no mundo, defendendo que é importante aprofundar o conhecimento acerca dessa diversidade, na tentativa de identificar um grupo de três dezenas ou mais de castas que possam revelar-se reais mais-valias nas mais diferentes regiões do país. 

Recorde-se que em Portugal estão identificadas mais de 320 castas, sendo que existe informação validada acerca de 250 variedades.

JJS | Revista de Vinhos