A Casa Ferreirinha, do universo Sogrape, está a lançar no mercado uma nova homenagem à mulher que mudou a história do Douro, 206 anos após o nascimento de D. Antónia. O vinho Antónia Adelaide Ferreira 2013 é um tinto que, nas palavras do enólogo Luís Sottomayor, procura “colocar o Douro numa garrafa”.

Em jantar com imprensa especializada convidada, quarta-feira nas instalações da Casa Ferreirinha, onde a Revista de Vinhos esteve presente, a Sogrape deu a conhecer um vinho que resulta de um lote das castas Touriga Nacional (45%), Touriga Franca (25%), vinhas velhas (25%) e Sousão (5%), matéria-prima obtida a partir de um mosaico de propriedades durienses da Sogrape – Caêdo, Sairrão, Seixo e Leda. É precisamente nessa última, na adega da Quinta da Leda, Douro Superior, que o vinho é loteado, seguindo-se um estágio de 30 meses em barricas de carvalho francês.

Todavia, o vinho está longe de estar marcado por esse estágio. Pelo contrário, apresenta-se manifestamente elegante, com traços muitos bem definidos de fruta (mirtilo, amora, cereja madura) e breve floral de esteva, a que junta a pimenta preta e algum chocolate. A estrutura é complexa, mas o final é fresco, profundo e elegante. “É um vinho particular da Casa Ferreirinha”, caracteriza-o Luis Sottomayor.

Do Antónia Adelaide Ferreira 2013 foram produzidas 4.000 garrafas, com PVP unitário de 80,00€

José João Santos | Revista de Vinhos