A notícia está a correr pelo Brasil e certamente provoca um imenso respirar de alívio a consumidores e a alguns países exportadores, Portugal incluído. Fontes ligadas ao processo dizem que o Brasil desistiu da medida de salvaguarda ao vinho importado.

Países como o Chile (fora do Mercosul), Itália, Portugal, Espanha, França, entre outros, poderão assim continuar a tentar solidificar a presença no cada vez mais competitivo mercado brasileiro, sem enfrentar medidas suplementares de entrada de produtos no Brasil, com as consequentes imposições de quotas e aumentos de preços. Como contrapartida, o Governo de Dilma Rousseff incentiva as vinícolas brasileiras, as importadores e os supermercados a não comprarem bebibas estrangeiras de baixo custo e a darem maior protagonismo, nos escaparetes, aos produtos do país.

O acordo terá sido alcançado na passada quinta-feira e tem como objetivo o aumento do consumo per capita de vinho do Brasil, dos 1,9 litros/ano para cerca de 2,5 litros por pessoa por ano, o que permitiria escoar a produção brasileira de vinho. Tal deverá implicar que os vinhos importados tenham de concorrer pelo prisma da qualidade, num patamar portanto mais elevado.

Nuno Guedes Vaz Pires | WINE-A Essência do Vinho