É um Porto Colheita que está a assinalar 50 anos. Vai sendo engarrafado à medida das necessidades e a Messias dispõe ainda de quase 3.900 litros deste vinho nascido no ano que muitos consideram ter sido o melhor da década de 60 do século passado e um dos melhores de sempre para o Vinho do Porto.

O Porto Messias 1963 é um Colheita muito velho, de cor atijolada, notas de frutos secos, amêndoas, figos, geleia e casca de laranja.Apesar da longevidade apresenta-se pronto para as curvas. A acidez vincada afasta qualquer paradoxo de análise e consegue amparar a doçura inevitável que possui, tornando-o num Porto Colheita muito apetecível, vivo e enérgico, um estilo Tawny que, 50 anos depois, parece estar preparado para enfrentar e dar alegrias por mais umas quantas décadas. Agora em novo packaging, com PVP em torno dos 200€, o Messias Colheita 1963, nascido em vinhas velhas da Quinta do Cachão, propriedade da Messias no Douro, foi relançado num jantar com Imprensa no início da semana, no restaurante Quarenta e 4, em Matosinhos. A enóloga Ana Urbano liderou a apresentação e o Colheita maridou com uma sobremesa de banana cozida em caramelo, gelado de açafrão e bolacha de banana, apresentada pela equipa do chefe Pedro Nunes.

Antes, o jantar teve como protagonistas vinhos clássicos da Bairrada - a Mealhada é a terra mãe da Messias -, nomeadamente o Quinta do Valdoeiro branco 2003 (Bical e Chardonnay, 50% cada), o Quinta do Valdoeiro branco 1994 (Cerceal, Arinto e Bical em proporções semelhantes), o Messias Bairrada Garrafeira tinto 1985 (de vinhas antigas, com castas misturadas, e que se revelou a estrela dos vinhos tranquilos no jantar) e o Messias Bairrada Garrafeira tinto 1980 (tal como o ’85, com menos de 80 garrafas ainda em stock).

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