Os vinhos portugueses deverão procurar afirmar-se no mercado norte-americano proporcionando novos sabores ao consumidor. A ideia foi defendida pela comitiva de jornalistas, empresários de restaurantes, importadores e sommeliers que terminou recentemente uma visita à região do Tejo.

A visita, organizada pela Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Tejo, culminou  em pleno rio Tejo e com várias recomendações da sommelier e wine educator Candela Prol, na pele de porta-voz do grupo. “Os vinhos portugueses têm que construir uma imagem mais assente na cultura e na história do país para penetrar no mercado americano e não cingir-se apenas a uma ou duas boas marcas, como aconteceu com os australianos e argentinos, que hoje estão com maiores dificuldades porque o consumidor cansou-se e procura novos sabores”, advertiu. “O mais importante é que o importador acredite nos vinhos que está a comercializar, pois este é um negócio de carácter muito pessoal”, acrescentou, caracterizando o consumidor norte-americano como alguém maioritariamente na casa dos 30 anos, exigente em matéria de vinhos com boa relação qualidade/preço e num mercado onde uma das principais montras são os restaurantes, sublinhando a vantagem de os vinhos portugueses terem a capacidade de se harmonizarem com diversos tipos de gastronomia.

Os vinhos do Tejo, em particular, registaram um crescimento na ordem dos 119%, nos últimos dois anos, nos EUA. “Num espaço de cinco anos queremos quadruplicar o volume de litros exportados para os EUA”, ambicionou José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo.  “Já este ano devemos exportar um milhão de euros e em 2014 devemos duplicar esse valor”, apontou.

Redação | WINE - A Essência do Vinho