A Fundação Eugénio de Almeida (FEA) recuperou quinta-feira, no The Yeatman, estrela Michelin, em V.N. de Gaia, o quinteto de vinhos que fora apresentado em 2013, ano em que o emblemático projeto alentejano completou o cinquentenário.

A receção dos convidados teve por cicerone o Espumante Cartuxa Colheita 2009, um Arinto (casta selecionada pela acidez, particularmente fundamental no Alentejo para conseguir-se a produção de um vinho deste estilo) que integra um total de três espumantes da FEA. Já à mesa, o Cartuxa Colheita Tardia 2011, elaborado a partir de uma parcela de vinhas velhas, de baixíssima produção, da casta Riesling, acompanhou “brioche de ruibarbo e foie-gras, chupa-chupa de foie-gras e copo de gaspacho de ruibarbo”. Segui-se um dos vinhos da noite, o Cartuxa branco 2012, um vinho de curtimenta elaborado a partir de vinhas velhas, tendo por base maioritária castas como o Arinto, Roupeiro e Assaraky. “Um exercício de regresso ao passado”, sublinhou o enólogo Pedro Baptista, perante um grupo surpreso por um vinho de cor quase salmão (esteve várias semanas em contacto com as películas das uvas), acidez cortante e enorme volume, a recordar os brancos velhos do Buçaco. “Cone de sapateira com guacamole e caviar de salmão” e “peixe galo com puré de ervilhas, chouriço e molho do assado” foram as combinações pensadas pelo chefe Ricardo Costa.

O Cartuxa tinto 2011, um lote de Alicante Bouschet e Syrah, vinho portentoso e que beneficiará com tempo em garrafa, harmonizou com “novilho selado, lentilhas com pisto de legumes e jus de carne”. As sobremesas, “chocolate e frutos vermelhos” e bolo de aniversário comemorativo dos 50 anos da FEA, combinaram com Cartuxa licoroso tinto 2008 e Cartuxa licoroso Reserva tinto 2011, respetivamente.

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