Durante a 4ª edição do “Dão Primores”, iniciativa  da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão dirigida à Imprensa e a profissionais do setor que tem por objetivo evidenciar, em primeira mão, o balanço da vindima mais recente, com os produtores a serem convidados a expor os primeiros resultados, os agentes económicos da região foram desafiados a pensar global mas sem beliscar o carácter  e a identidade da primeira região demarcada de vinhos não generosos em Portugal.

Rafael del Rey, diretor-geral do Observatório Espanhol do Mercado do Vinho, foi convidado a intervir no evento e aproveitou o momento para alguns alertas aos produtores da região: os vinhos europeus podem e devem ser competitivos no mercado global; quem produz vinho deve fazê-lo sempre com o intuito de o vender; os vinhos devem ser elaborados a pensar no perfil de um determinado mercado ou, por contraponto, devem ser encontrados nichos de mercado onde o vinho produzido seja bem aceite; o mercado do vinho está fortemente segmentado; as denominações de origem aportam qualidade e notoriedade ao produto vinho; o enoturismo, a venda direta e a colocação de vinhos em lojas especializadas são oportunidades de negócio, muito em especial para os produtores de menor dimensão.

Ainda durante o “Dão Primores”, o presidente da CVR Dão, Arlindo Cunha, rubricou com Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, um protocolo que visa fomentar a promoção dos vinhos da região no âmbito das ações promocionais desenvolvidas pela ViniPortugal, dentro e fora do país. Arlindo Cunha anunciou igualmente a realização do evento “Dão Capital”, em Lisboa, dias 20 e 21 de junho, dirigido a profissionais e público em geral. O “Dão Primores” foi também aproveitado para entregar os prémios do 52º concurso “Os Melhores Vinhos do Dão no Produtor”, da CVR Dão, em que um vinho tinto da Quinta de Lemos foi considerado “O Grande Vinho do Dão”, isto é, o vinho com medalha de ouro que obteve a pontuação mais elevada.


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