A nova adega e centro logístico de armazenamento da Gran Cruz em Alijó, um investimento superior a 16 milhões de euros que surpreende pelos requisitos tecnológicos inovadores e pela concepção arquitectónica da responsabilidade do arquiteto Alexandre Burmester, foi oficialmente inaugurada pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

A inauguração deste empreendimento da empresa líder do mercado do vinho do Porto integra duas adegas – uma para grandes volumes com capacidade para vinificar seis mil toneladas de uvas, e outra adega mais pequena para categorias especiais de vinhos do Porto e DOC Douro, dotada de um sofisticado sistema infravermelhos de seleção de bagos – e permitiu a Cavaco Silva enaltecer o contributo da região para a “expansão das exportações de vinho”.

Na ocasião, marcada pela presença em Alijó dos máximos responsáveis franceses do grupo Martiniquaise que são os proprietários da Gran Cruz (empresa que por sua vez integra sete empresas de vinho do Porto, Madeira e Douro com uma faturação anual consolidada de 70 milhões de euros), o Presidente da República lembrou que “Portugal é um país que exporta anualmente mais de 700 milhões de euros de vinho”. “Devemos sublinhar o que este setor tem feito nas décadas mais recentes. Pode dizer-se que é um setor que, no país em geral, está relativamente bem. Já lá vai o tempo em que eu, como primeiro-ministro, ouvia imensas queixas dos agentes económicos do setor", sublinhou Cavaco Silva antes de um jantar que assinalou o momento e durante o qual, curiosamente, foi servido um excelente Colheita 1985 da Porto Cruz. É que esse foi o ano, precisamente, em que Cavaco Silva ascendeu ao cargo de chefe do Governo, onde permaneceria até meados da década seguinte.


Luís Costa | WINE-A Essência do Vinho