Novembro próximo abre alas para dois novos vinhos, obra maestra da Symington, lá constam o Quinta do Vesúvio DOC Douro 2011 e Pombal do Vesúvio DOC Douro 2010. Desde logo, na palavra avisada de Rupert Symington, “quando a família adquiriu a Quinta do Vesúvio, em 1989, decidiu que o único objetivo seria criar vinhos excecionais, tanto Porto como DOC Douro”.

No caso do Vesúvio 2011, 60% está concentrado em Touriga Nacional, 35% de Touriga Franca e o restante Tinta Amarela. Na escalada do tempo foram 14 meses em barricas de carvalho francês de 225 e 400 litros. Mas, desde logo, o enólogo Pedro Correia aconselha a ser um vinho para guardar durante muitos anos.

No caso do Pombal, é o segundo vinho cujo nome remete para a Vinha do Pombal, caraterizada pela existência de um antigo e tradicional pombal duriense e onde se produzem uvas de Touriga Nacional, que representam uma componente importante do lote final do Pombal do Vesúvio. A Touriga Franca constitui cerca de 50% do lote final, tendo sido complementado com 40% de Touriga Nacional, o restante assente em Tinta Amarela.

Mas a grande surpresa, “ex-concurso”, foi apreciar um branco Reserva 2013, 60% de Rabigato do Ataíde, 40% Viosinho da zona de Carrazeda. Um branco excecional, contudo, para já, um vinho que se enquadra num plano experimental de iniciativa da equipa de enologia DOC Douro, com vista a encontrar procedimentos e traçar os caminhos que a Symington quer seguir e, futuramente, na produção de um vinho fermentado em barrica e de posicionamento comercial acima do Altano branco. Os novos vinhos foram apresentados no Palácio Belmonte, em Lisboa.


Eduardo Miragaia | WINE – A Essência do Vinho