propriedade: Essência do Vinho
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Enoturismo

ESTREMADURA. A Oeste tudo de novo

ENTRAMOS na Estremadura de mansinho, com Satie por companhia, e só mesmo quando a luz se intensificou e um “patchwork” de vinhas se começou a entrelaçar junto a colinas e vales, numa paisagem serena polvilhada, aqui e ali, por grandes imensidões de verde, é que resolvemos parar o carro. O vento forte ondulava pinheiros mansos, mas deixámo-nos ficar a olhar a paisagem quase estridente e pegámos no nosso mapa. A bússola a seguir durante três dias apontava setas para a descoberta da Rota da Vinha e do Vinho do Oeste, um manancial de quintas onde charme e vinhos de elevada qualidade (que nos últimos anos ganharam novo fôlego) convidam, à partida, a momentos memoráveis. E as previsões cumprir-se-iam. Se no meio está a virtude, entre Douro e Alentejo a Estremadura é uma espécie de oásis, aqui tão perto e por vezes esquecido, onde a cada momento se descobre um bom motivo para dar por ganha a viagem – e não só pela notoriedade que alguns dos seus vinhos têm vindo a conquistar, pelo esforço merecido dos seus produtores   pela história secular, pelo património histórico e paisagístico único. Meta-se, por isso, ao terreno, percorra as vinhas, entre nas quintas – sempre de portas abertas –, aventure-se por estradas onde, à partida, só um jipe arriscaria, e delicie- se entre provas de bons vinhos, hospitalidade e gastronomia ímpar. Seleccionámos os percursos de Alenquer e Óbidos para o nosso diário de bordo (a rota oficial inclui ainda o percurso Linha de Torres) e o primeiro destino seria a Quinta de Pancas. 

Venha connosco nesta viagem de três dias…  e aguce o apetite para repetir a experiência!   

DIA 1
Quinta de Pancas e Quinta da Cortezia
Percurso: Porto de Luz - Lubrugiera - Aldeia da Gavinha - Óbidos

PRIMEIRO DIA da nossa viagem, hora de almoço. Depois de Alenquer, tomámos a estrada em direcção a Torres Vedras e, a seguir à povoação de Porto de Luz, uma placa indica a Quinta de Pancas à esquerda. Uma estradinha de terra leva-nos à quinta, recentemente adquirida pela Companhia das Quintas, com excepção da casa principal, imóvel histórico que é propriedade da mesma família desde finais do século XV. A Quinta de Pancas é uma das mais antigas do concelho. Há 500 anos existem registos da sua tradição vínica. Recebem-nos a enóloga residente, Ana Varandas, e Cristina Galvão, responsável pela organização de eventos. Ao longo dos últimos anos, a Quinta de Pancas tem procedido à reconversão das vinhas com a plantação de castas de elevada qualidade, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Mas as castas autóctones continuam, contudo, a ser utilizadas, como o Arinto, Vital ou Castelão.

Com o sol já a pique, deambulámos pelas vinhas, onde, segundo Cristina Galvão, “a maior parte dos estrangeiros adora circular à vontade, já que são bem mais frequentes aqui que portugueses”. A boa maturação das uvas em Alenquer é conseguida  também pelo clima, protegido pela serra de Monte junto, um perfil que nos acompanha  sempre, lá ao longe. Cerca de 60% do vinho produzido em Pancas tem como destino a exportação. “Apostamos nos vinhos de qualidade média/alta e a nossa preocupação começa na vinha. Uva sã, bom vinho – é a filosofia”, afirma Ana Varandas. Estamos agora na adega, junto aos antigos lagares de pedra, e começam aqui as primeiras críticas ao atraso na implementação da Rota do Vinho e da Vinha do Oeste. Mas não é certamente por culpa da Quinta de Pancas que a aposta no enoturismo não se desenvolve ainda mais, como nos relata Cristina Galvão, enquanto degustamos um Quinta de Pancas Reserva Especial 2003: “Tentamos sempre passar a experiência vínica aos que nos visitam. Podem até andar de tractores, pegar em tesouras de poda e ir para a vinha, ver o processo de feitura do vinho, o transporte das uvas para o lagar”. As cumplicidades estavam abertas, e o apetite também, para degustar a gastronomia da região no seu melhor, mas numa vertente diferente. Metemo-nos a caminho da Labrugeira, rumo à “Senhora Tasca”, um lugar criado por Graça Peixoto. E o seu toque singular é deixado na escolha das louças inglesas onde o azul e branco repousa, a combinar com os copos azuis picotados da Marinha Grande. O sol tombava tranquilo nos guardanapos brancos, bordados com iniciais ST, sobre os frascos translúcidos de compotas caseiras. A nesga de azulejos seculares que se vislumbrava da cozinha e a amesendação cuidada faziam-nos sentir numa casa de família, e não num restaurante.

O local fica perto da igreja, numa casa atada de 1879, e foi reformulado por Graça Peixoto, pois aí existia, em tempos, uma tasquinha, propriedade dos seus pais. Nas entradas destacamos um “chèvre” no forno, o faisão com molho de vilão, ovos mexidos com farinheira ou favinhas guisadas. A lista de vinhos consagra, como seria de esperar, especial destaque à região. Degustámos em seguida um bacalhau com espinafres e gambas, por sugestão a casar com o tinto da Adega Cooperativa da  Labrugeira, um lote de 62% de Syrah e 38% de Tinta Roriz, que enlaçou um dos pratos mais solicitados na casa, a par das couves à D. Prior e do arroz de pato. Mas se quiser, no Inverno, provar um cozido memorável, opte pela marcação…

Abandonámos com saudade a Labrugeira, num percurso debruado por um mosaico de vinhas, em compasso com colinas macias, faias, ulmeiros, cerejeiras selvagens e amendoeiras. Impossível não deixar de parar para apreciar a paisagem. São 16h30 e o destino é a Aldeia da Gavinha, onde existe um dos melhores produtores de vinhos de Alenquer. A adega da Quinta da Cortezia, um edifício salmão, ladeia a estrada e aí recebe-nos Miguel Reis Catarino, que se conhece como quem folheia um livro. Podia bem ser, pela aparência, o dono de um “château” francês, mas é bem português e a sua aposta decidida nas castas nacionais assim o comprova. A Quinta da Cortezia evoca o melhor da filosofia vínica de alguns produtores de França – escola de que Reis Catarino, aliás, é seguidor, e onde estudou – e conserva esse charme. O vinho da quinta segue a filosofia por si defendida: “Small is beautiful”. O investimento nas castas Touriga Nacional e Tinta Roriz foi ganho logo no primeiro vinho, o premiadíssimo Touriga Nacional (100%) de 1997, com 300 dias de estágio em barricas de carvalho francês e mínimo de 120 dias de estágio em garrafa. E a aposta nos mercados dos EUA, Inglaterra, Canadá e Escandinávia, bem como na alta restauração (marca presença no cosmopolita restaurante de Alain Ducasse, em Manhattan, ou no “Les Bergues”, em Genève) tem garantido o sucesso da marca, “sempre fruto de um enorme trabalho e de muita seriedade”.

Despedimo-nos com pena de o dia ter já acabado, mas a noite caía e rumámos a Óbidos, onde pernoitámos na Casa das Senhoras Rainhas. Concluímos o dia com um jantar no restaurante deste pequeno hotel de charme, situado dentro das muralhas do castelo, e onde, ao pequeno-almoço, o pão é feito na hora. Um passeio nocturno pelas muralhas anteciparia o embalar que nos preparava para madrugar no dia seguinte. A rota levar-nos-ia à Quinta de Chocapalha e à descoberta da belíssima Aldeia Galega da Merceana, também em Alenquer. 

DIA 2
Real Celeiro e Quinta de Chocapalha
Percurso: Óbidos - Alenquer - Aldeia Galega da Merceana

SEGUNDO DIA desta viagem por terras, vinhas e vinhos da Estremadura. São 10h30. Com o sol já despontado, retomamos a nossa rota, de novo até Alenquer, ponto de partida do percurso. Antes disso, porém, aproveitamos para conhecer o portal da Rota da Vinha e do Vinho do Oeste, em Alenquer, que funciona desde o ano passado no edifício histórico do Real Celeiro e onde estão presentes os vinhos de 12 produtores da região, das quintas da Abrigada, Anjo, Boavista, Carneiro, Chocapalha, D. Carlos, Margem d' Arada, Monte d' Oiro, Pancas, Plátanos e Valle de Riacho. Aqui pode adquirir vinhos a preços de quinta, conhecer a sua história, e descobrir, no primeiro piso, o espaço museológico e interpretativo que aborda todo o processo de fabrico do vinho, da uva à garrafa.

Apesar de tudo, a maioria dos produtores queixa-se do local onde este portal está instalado, num dos extremos de Alenquer. O “marketing” também ainda não conseguiu, por completo, atrair os visitantes nacionais desejados, uma vez que a zona, com um manancial de atractivos, é sobretudo procurada por estrangeiros (apesar da proximidade da capital, e de ser uma região que assegura a produção anual, muito significativa à nossa escala, de um milhão e 200 mil hectolitros/ano). O Real Celeiro pode ser visitado de segunda a sexta-feira das 9h30 às 17h30 e aos sábados das 9h30 às 13h00 (pelo que se aconselha, de facto, a iniciar por aqui a sua rota de fim-de-semana, de forma a conseguir apanhar o portal aberto ao sábado de manhã). Talvez por isso mesmo, este ano foi apenas visitado por 1.500 pessoas, na sua grande maioria estrangeiros. Situado no Bairro do Areal, o edifício chegou a guardar as sementes que possibilitaram o auxílio aos agricultores locais após as invasões francesas e foi recuperado pela Câmara de Alenquer, Rota de Turismo do Oeste e Associação da Rota da Vinha e do Vinho. A associação foi criada em 1997 e junta 22 aderentes de adegas produtoras de vinhos dos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas e Torres Vedras.

Ainda antes de chegarmos ao destino crucial do nosso percurso, a Quinta de Chocapalha, aproveitamos para conhecer a gastronomia local na Casa Albarróis, a cerca de cinco minutos do Real Celeiro. Uma garrafeira notável, incisiva nos melhores vinhos da região, apesar da simplicidade do restaurante e do atendimento. A caminho da Casa Agrícola das Mimosas (Quinta da Chocapalha), a Aldeia Galega da Merceana obriga a uma paragem demorada pelo casario, as ruas em calçada, as igrejas e os ínfimos pormenores espelhados  nos azulejos das casas, bordejadas a azul-petróleo. Chegados ao portão da quinta, a simpatia do casal Tavares da Silva é o corolário de um trabalho árduo iniciado em 1987, ano em que adquiriram esta quinta do século XVI, desde aí referenciada pelas suas vinhas e vinhos. A replantação e reenxerto das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Syrah, Touriga Franca, Chadonnay, Arinto e Viosinho, a introdução de técnicas modernas de vinificação, e a nova adega que começará em breve a funcionar são alguns dos investimentos que se reflectem num bom produto final. Com dois brancos e três tintos, a Quinta da Chocapalha, cuja enóloga é Sandra Tavares da Silva, alargará em breve a gama com a experiência de um bi-varietal Cabernet/ Syrah. Actualmente com uma produção de 90 mil litros/ano, “a estratégia é sempre não ultrapassar as cinco/sete toneladas por hectare na produção, de forma a conseguir a máxima qualidade”. Paulo Tavares da Silva sublinha que “falta ainda apostar mais na investigação, ideias, no “marketing” da Rota da Vinha e do Vinho do Oeste, e criar mais espírito de equipa entre os vários produtores”.

Enquanto nos refugiamos do vento na adega, onde existem dois lagares de pedra para pisa a pé (fórmula tradicional usada até há três anos) e agora com robô, provamos da barrica o “blend” Touriga Nacional/Tinta Roriz 2005, com aroma de fruta vermelha madura, a deixar descobrir, à partida, um vinho interessantíssimo. Atravessamos a quinta, da qual se vislumbra uma paisagem ímpar, e conhecemos de  perto o local onde os visitantes são recebidos, frente à piscina da casa, onde se efectuam provas de vinhos e almoços ou jantares – para um máximo de 60 pessoas e um mínimo de 12 pessoas – sempre com marcação prévia. A sala, ampla e luminosa, decorada com discrição, alia o “glamour” e a sobriedade à tradição local e cria um ambiente aconchegado, possibilitando uma vista soberba sobre todo o vale. Pode ainda percorrer as vinhas, manter contacto com o processo de produção do vinho e participar nas vindimas. Aqui, é sobretudo o ambiente familiar e o recato que ganham margem, pelo que a visita e o número de pessoas é sempre programada ao pormenor antecipadamente. Portanto, caso queira visitar esta quinta ou tomar uma refeição em grupo, avise sempre antes de chegar.

De regresso a Óbidos, paragem na Atalaia para conhecer de perto o Páteo Velho, outra das referências gastronómicas da região, que, com o Coudelaria, recentemente encerrado, se notabilizam pela aposta na gastronomia tradicional, a par de mais uma oportunidade para conhecer os vinhos da região, pela extensa carta aí existente. Na nossa mente apenas pairavam questões como a falta de presença destes vinhos nas listas da maioria dos restaurantes do país… apesar de algumas honrosas excepções.  

DIA 3
Quinta das Cerejeiras e Quinta do Sanguinhal
Percurso: Óbidos - Bombarral - Cadaval - Sobral do Parelhão

O ÚLTIMO DIA de permanência na Estremadura mudava agora a bússola para a DOC Óbidos, com a visita a uma das mais emblemáticas quintas da região: a Quinta das Cerejeiras, uma das três casas do Sanguinhal, espécie de instituição na região. Com sede no concelho do Bombarral e propriedades no Cadaval, Alenquer e Torres Vedras, a Companhia Agrícola do Sanguinhal foi fundada nos anos 20 por Abel Pereira da Fonseca e continua hoje nas mãos do mesmo clã familiar, mais propriamente de Carlos Pereira da Fonseca, herdeiro do fundador.

Apesar de também terem optado pela plantação paralela de castas internacionais, a aposta da casa direcciona-se sobretudo para as castas autóctones, que se diferenciam e marcam a identidade da região, mas existe uma panóplia exaustiva de monovarietais e bi-varietais. Castelão, Tinta Miúda, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah, Vital, Fernão Pires e Arinto são algumas das castas que compõem os seus vinhos, cuja coroa da glória é o Quinta das Cerejeiras Reserva, um clássico da história vínica portuguesa há mais de 60 anos. A simpatia de Ana Pereira da Fonseca, à frente da organização de eventos e do enoturismo, e de Tomás Caldeira Cabral, responsável pela distribuição e à frente da Garrafeira Internacional, em Lisboa, acompanharam-nos numa memorável deambulação pela quinta que se iniciou na capela junto à casa de família, forrada a azulejos do séc. XVII, e pela visita à velha adega e escritórios da casa-mãe, onde hoje funciona a loja de vinhos. Aqui respira-se o coração da Estremadura, que se espelha nos tonéis, nas madeiras e vidros originais que evocam tempos passados. E pode, a qualquer momento do dia, chegar à vontade, degustar vinhos e visitar as quintas. E nada melhor do que começar com a prova do Quinta das Cerejeiras Reserva 2001 (lote de Castelão, Aragonez e Tinta Miúda em percentagens iguais). Tranquilo e macio, soberbo na fruta vermelha madura, este vinho tem estágio de 15 meses em segunda madeira de carvalho francês. A linha Quinta das Cerejeiras Colheita Seleccionada, agora com novo rótulo, é outra gama refrescada, direccionada para um consumidor jovem, que exibe um branco (30% Moscatel e 70% Arinto), fresco e surpreendentemente seco, um rosé (Castelão e Syrah) muito frutado, a evocar cerejas ou framboesas, e o tinto, um bi-varietal de Cabernet Sauvignon e Aragonez. O enólogo residente da casa, e ainda das quintas de S. Francisco e Sanguinhal, é Miguel Mótio. “Aqui, quem quer que chegue é sempre acompanhado, e pode fazer as provas de vinhos na loja e depois visitar as propriedades, passear pelas vinhas ou conhecer de perto os jardins do século XIX. 

"O facto é que aparecem muito mais estrangeiros do que portugueses” – declara Ana. As portas abertas são um convite a conhecer a história desta casa que tem como imagem de marca Ana Pereira da Fonseca e a sua hospitalidade marcante, sempre acompanhada nas visitas pela sua cadela Camila, a mascote do Sanguinhal.

Depois de almoço, era chegada a hora de seguirmos para a propriamente dita Quinta do Sanguinhal, a poucos quilómetros de distância, espaço onde decorrem os eventos, desde reuniões, “cocktails”, almoços, jantares ou mesmo casamentos, e cuja lotação pode ir até aos 800 lugares. Aqui, os belos jardins da casa descobrem-se depois de passarmos os portões, sempre abertos. Em frente, a velha destilaria de aguardentes recuperada, a sala dos sete lagares com prensas de vara datados de 1870, e onde decorrem também alguns eventos, e a cave de envelhecimento com 36 tonéis constituem outro dos redutos a conhecer de perto no Sanguinhal, cuja profusão de vinhas alinhadas convive lado a lado com figueiras, framboesas ou amoras que Ana Pereira da Fonseca aproveita para dar a conhecer em cada época do ano aos que visitam a quinta, equiparando os odores aos aromas do vinho. A participação nas vindimas, a divulgação da cultura vínica e a participação de séniores ou de escolas, como o recente projecto sobre cogumelos na quinta, constituem ainda outras iniciativas da casa. “No enoturismo, tentamos sempre aliar a componente técnica e lúdica, dando a conhecer as principais formas de prova dos vinhos produzidos nas três quintas”, realça Ana. Tem aqui também duas opções, podendo aderir às visitas com duração de 1h30, o que contempla prova de vinhos (dois vinhos brancos, um rosé, três tintos, um licoroso, uma aguardente velha, tostas queijos regionais e bolinhos tradicionais), por 15 euros por pessoa e sem  número mínimo de participantes. Ou então as visitas com duração de 1h30, prova de vinhos (a mesma descrita em cima) e refeição ligeira em “buffet”, por 25 euros, com mínimo de 20 participantes. Um almoço surpreendente no restaurante Mãe d'Água, de visita obrigatório e situado em Sobral do Parelhão, Bombarral, concluiu o percurso em beleza, com a degustação de uma lasanha de cherne, de confecção impoluta, a que se seguiram farófias com leite creme e canela, sempre com o Quinta das Cerejeiras Reserva 2001 a harmonizar e a deixar na memória a razão de ser do seu percurso.

Antes da partida, aproveite ainda para visitar no Cadaval – onde os vinhedos se estendem até às encostas do maciço calcário de Montejunto – a singular Real Fábrica do Gelo e rota dos 34 moinhos. No final no dia, ficou a vontade de regressar. E razões não faltam para desbravar outros percursos ou repetir este. Até porque a Região Vitivinícola da Estremadura se prolonga por 27 concelhos, do Norte de Lisboa a Pombal, ao longo de mais de 200 quilómetros de extensão... Aventure-se! 

Fátima Iken | Imatexto/IMTX (Fotos) 

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